Assim como só condenas a ti mesmo, também só perdoas a ti mesmo.

“O perdão é a grande necessidade desse mundo, mas isso é assim porque esse é um mundo de ilusões. Aqueles que perdoam estão portanto liberando a si mesmo das ilusões, enquanto aqueles que negam o perdão estão se ligando a elas. Assim como só condenas a ti mesmo, também só perdoas a ti mesmo.” L-pI.46.1:3

Natural pensarmos as vezes que precisamos perdoar o outro. Afinal, parece que foi o outro que nos fez algo ruim. Porém o UCEM diz que todo o perdão é a nós mesmos, não ao outro.

Por quê?

Porque independentemente do que o outro disse ou fez, não ficamos bravos com o ato diretamente, mas sim com aquilo que interpretamos sobre o ato.

Ou seja, o outro pode até ter errado, mas o fato é que foram as coisas que dissemos a nós mesmos sobre o erro, que nos machucaram.

Nossa própria interpretação do ato é o que nos traiu.

E sendo nossa própria interpretação, o perdão também é para nós, por termos interpretado de uma forma não amorosa.

Nossas interpretações de mundo são as ilusões que o UCEM diz que precisam ser perdoadas. Afinal é através das nossas interpretações que “vemos” os acontecimento.

Então naturalmente, se negarmos encarar o autoperdão, nos apegamos sem perceber a ilusão que mantém o status quo.

Por outro lado, perdoando-se, pode-se deixar a ilusão ir.

O outro também será perdoado, mas como efeito colateral. Porque sob essa ótica, perdoando a si, o outro acaba sendo perdoado também.

E assim a cortina da ilusão de conceitos se abre, mostrando por trás, o mundo real.

Como se ao entrar em um quarto escuro, vê-se uma amedrontadora cobra no chão e ao acender a luz passa-se a ver uma corda inofensiva. A cobra nunca existiu, então o medo era causado por uma ilusão. A falta de clareza estava fazendo a inofensiva corda, parecer-se com uma amedrontadora cobra.

Da mesma forma a falta de autoperdão está fazendo o mundo parecer amedrontador.

Conclusão, se autoperdoar é uma grande necessidade para te libertar e libertar o mundo ao seu redor.

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